SAÚDE

Wednesday, December 11, 2019

POMBAS, A GRANDE AMEAÇA


O PERIGO das POMBAS
blog montado por
PAULO ANÍBAL G. MESQUITA (BIÓLOGO)
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POMBAS, A GRANDE AMEAÇA
As aparências realmente enganam! Apesar de simbolizarem a paz, as pombas representam uma grande ameaça à saúde pública. Seu nome científico é Columbia livia e pertence a uma família biológica com cerca de 280 espécies; são originárias do continente europeu, e foram introduzidas no Brasil no século XVII, portanto, trata-se de uma espécie exótica, e como possui uma grande capacidade reprodutiva durante o ano todo - podendo produzir até cinco ninhadas por ano com cerca de dois filhotes, pela facilidade de se alimentarem (grãos, restos de comida, migalhas...) e por não possuírem predadores naturais nas áreas urbanas, elas tornaram-se verdadeiras pragas que se adaptaram muito bem ao convívio humano, por isso hoje são consideradas animais domésticos, sendo inclusive, protegidas por lei, mas elas são vetoras naturais para inúmeras doenças. Além do mais, elas ocasionam muitos danos materiais devido à deposição de suas fezes ácidas com ação corrosiva nas habitações e construções, como em frestas, calhas, beirais e saliências que se assemelham ao seu habitat natural (beirais de penhascos e desfiladeiros). Uma questão de saúde pública:
As pombas domésticas são hospedeiras naturais de inúmeros agentes biológicos causadores de doenças, algumas fatais, principalmente em pessoas com baixa imunidade e enfermos. Estima-se que mais de 30 doenças são transmissíveis ao ser humano por elas, principalmente pelas as vias respiratórias, através da inalação de microorganismos presentes nas fezes secas dos pombos, como a histoplasmose, criptococose, salmonelose, ornitose, psitacose, toxoplasmose, encefalite, candidíase, entre outras. Então, imaginem as pombas num ambiente hospitalar! Outra maneira de infestação ao ser humano é através dos piolhos malófagos e ácaros presentes naturalmente nas suas penas, que causam problemas alérgicos respiratórios ( renite, asma, bronquite) e alergias cutâneas. Como um potencial agente transmissor de doenças pode ser protegido por lei? Pelo o Ibama, segundo a lei 9605 de 12/02/98 (art. 29 do parágrafo 30), os pombos são considerados animais domésticos, levando assim qualquer ação de controle que provoque a morte, danos físicos, maus tratos e apreensão, passível de pena de reclusão de até 5 anos, sem direito à fiança. Ou seja, não se pode eliminar os pombos, só podemos utilizar métodos de repelência. Resumo das principais doenças transmitidas pelos os pombos:

Histoplasmose - Infecção causada pelo o fungo Histoplasma capsulatum que se alojam no pulmão, onde na temperatura do homem (37°) transforma-se em leveduras que invadem todo o parênquima pulmonar e pode se disseminar para o resto do corpo pela corrente sanguínea. Ela pode apresentar-se desde como uma infecção assintomática na maioria dos casos até a forma fatal de grave pneumonia. Alguns indivíduos apresentam sintomas semelhantes ao da gripe, além de febre alta, ínguas, ulcerações pelo o corpo, dores do tronco não requerendo assistência médica.

Criptococose - É uma micose causada pelo fungo Criptococcus neoformans que causa inflamação no cérebro e meninges, podendo atingir todo o organismo, mas freqüentemente atua como uma meningite. Pode haver comprometimento ocular, pulmonar, ósseo e, as vezes, da próstata. A pele também pode ser envolvida, manifestando lesões semelhantes à acne, ulcerações ou massas subcutâneas que simulam tumores. Também é através da inalação de partículas fúngicas é que se adquire essa doença. As partículas fúngicas estão na Natureza, sendo encontradas no solo e nos excrementos dos pombos. No ser humano, ela atua em pessoas com baixa resistência, que usam medicamentos imunossupressores, com acentuada desnutrição e enfermos nos hospitais. A infecção pode ocorrer também em animais como gatos, cavalos e vacas.

Salmonelose - Causada pela bactéria Salmonella, caracteriza-se clinicamente por septicemia, enterite aguda ou crônica, ou seja, ocasiona uma grave infecção intestinal. Nas aves, suas fezes e ovos são importantes fontes de infecção. Sintomas comuns: diarréias, náuseas, febre, dor de cabeça, cólicas abdominais e ocasiona a morte por desidratação. •Ornitose - Trata-se de uma enfermidade típica nas aves que pode causar uma grave broncopneumonia no homem. Uma doença infecciosa causada por bactérias do gênero Chlamydia (Chlamydia psittaci) que infectam preferencialmente os psitacídeos (papagaios, araras, periquitos) – por isso é chamada de Psitacose. Outras aves, como os pombos, galinhas, canários e perus também são infectadas; daí a denominação mais correta de ornitose em substituição a Psitacose, já que esta última limitaria a enfermidade apenas aos psitacídeos.
Toxoplasmose - É uma grave infestação que atua em diversos tecidos humanos, inclusive congenitamente, transmitida pelo o protozoário Toxoplasma gondii presentes nas fezes secas dos pombos e pela ação dos ventos o homem acaba inalando pela poeira infectada. É uma doença bastante conhecida, pois o gato é o hospedeiro definitivo do parasita, que dissemina essa doença através de suas fezes no ambiente. Ela pode infectar muitos animais de sangue quente. Carne mal cozidas das aves e seus ovos também, são formas de contaminação. Os sintomas são semelhantes aos de uma forte gripe e as defesas do organismo costumam ser suficientes para conter a doença, embora pessoas com deficiências imunológicas (grávidas, desnutridos, medicamentos imunossupressores, Aids, crianças, idosos) possam desenvolver sintomas graves em função dessa infecção. O parasita pode ainda retornar caso a imunidade seja afetada no futuro. Após esta primeira infecção o indivíduo normal ganha imunidade contra a doença. O grande perigo da infecção ocorre quando uma mulher gestante entra em contato com o parasita pela primeira vez e desenvolve a infecção. O feto poderá se infectar e apresentar mal-formações e deficiência visual grave quando nascer.
• Candidíase - Doença causada pela levedura Candida albicans. As aves mais jovens são as mais susceptíveis. Esta levedura pode ser considerada como pertencente à flora normal da ave, mas em caso de multiplicação excessiva, torna-se uma doença.

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